Quinta-feira é dia de Visão. Trata-se da revista de grande informação mais lida. Ganhou estatuto e fama de ser arejada. Hoje, como é costume, comprei-a e dei uma vista de olhos sentado na esplanada. A capa tem no canto superior direito um triangulozinho que anuncia: Comportamento "Fui casada com um gay". Eu, leitor tão ingénuo, pensei que isto não tivesse nada de comportamental, porque normalmente as senhoras não sabem de antemão quem os maridos são na verdade [nem ao fim de uma carrada de anos chegam a saber do que realmente eles são capazes...].
A fotografia é de uma senhora portuguesa, Dina Matos, nascida em Cantanhede e que emigrou para os EUA onde acabou por se casar com Jim McGreevey, governador do estado de New Jersey, que recentemente assumiu em público a sua homossexualidade. Dina ficou, calculo, esmagada pela notícia, mas não perdeu tempo e escreveu a sua história num livro que acaba de ser lançado em Portugal: Companheira Silenciosa (ed. Presença).
O artigo da Visão era portanto sobre homossexuais que se casam com pessoas do sexo oposto e sobre o silêncio e a dilaceração que essas relações encerram. Contudo, no canto superior das páginas onde a peça vem escrita, surge: Sociedade - Sexo. O artigo tem muito pouco a ver com sexo e muito mais a ver com sociedades castradoras e impositoras de uma moral pacóvia e tacanha. Logo na terceira página surge uma fotografia de uma senhora de nariz bicudo com a seguinte citação: "A homossexualidade é um complexo, um transtorno da identidade sexual. É uma doença e tem recuperação".
A Dr.ª Margarida Cordo, acompanhou quatro casos de homossexuais que pretendiam "curar-se". Só dois continuam em "recuperação". Ela acrescenta que "o problema" pode ser superado em 30% dos casos, pelo recurso à terapia individual, coadjuvado, se necessário, pelo método dos 12 passos, usado nas dependências [esclarece-se que se entende por dependência neste caso a masturbação, as fantasias homoeróticas, etc.]. O parágrafo encerra dizendo: "A meta é conseguir a monogamia e o aprofundar de laços com o cônjuge". Nem Alexandra Teté diria melhor.
Tudo isto me faz lembrar as evangelistas americanas que têm programas de rádio para resolver os problemas morais da sociedade (debochada). Não estava habituado a ler patetices destas na Visão. Num país como a Suécia, algo deste género não seria publicado com este destaque. Senão, tentem substituir homossexualidade por outras palavras na citação da senhora. Ficaria: "O semitismo é um complexo, um transtorno moral. É uma doença e tem recuperação". Nem Hitler diria melhor.
Concluindo, e dominando um pouco o meu sarcasmo, interessa sublinhar a obsessão de propagar ideias destrutivas sobre os comportamentos sexuais que estas pessoas têm. Como de costume, vemos nestas pessoas mais do mesmo: o sexo é porco e debochado, os homossexuais são uns exibicionistas, o lobby gay é perigoso, os gays são infelizes e têm relações que não duram um fósforo, os gays deviam ser curados, etc. Van den Aardweg chega mesmo a afirmar que "a epidemia da SIDA poderia ter sido dominada em grande parte no Ocidente, se se tivesse considerado a promiscuidade entre homossexuais como algo patológico". Não sei muito bem o que é que ele sugere fazer-se em África, o continente mais afectado, ou o que pensa sobre a recente divulgação de dados que afirma que a transmissão do vírus HIV tem aumentado cada vez mais nas relações heterossexuais. A promiscuidade não é para todos, é só para alguns.
Espanta-me que, numa sociedade que se quer desenvolvida, se continue a promover desta forma encapotada o ódio. E não estou só a falar da homofobia. Isto é um convite à homogeneidade num mundo que parece não compreender a riqueza da diversidade, da tolerância e do respeito. Vivemos hoje no mundo da intolerância e só assim consigo entender estas baboseiras escritas numa revista como a Visão. Interessa combater tudo o que é diferente (comportamentos desviantes, como se diz por aí) e impor a ideia sacro-santa que alguma sociedade vincula: o casamento é monogâmico e heterossexual, o casamento é feliz e com filhos, o casamento é bom e para sempre. Tudo isto é profundamente reles.
Há certamente uma propaganda gay, mas que não tem menos direitos do que a propaganda homofóbica. O que não têm certamente são as mesmas armas. A propaganda homofóbica proclama-se moralmente superior, pura e feliz, com Jesus e os santos todos do seu lado. A outra propaganda não tem mais do que umas quantas pessoas homossexuais que têm que ter a todo o custo sucesso na vida para conseguirem não ser apedrejadas e que alguém as ouça. São eles, claro, que quase pedem o favor de existir e tentam fazer pressão para que algo mude. Os outros não existem. Alguns casam-se, têm filhos, recalcam tudo e vivem assim. Assim, quero dizer, a transbordar da felicidade conjugal heterossexual, essa felicidade que é a única possível, essa felicidade... tão infeliz.
A fotografia é de uma senhora portuguesa, Dina Matos, nascida em Cantanhede e que emigrou para os EUA onde acabou por se casar com Jim McGreevey, governador do estado de New Jersey, que recentemente assumiu em público a sua homossexualidade. Dina ficou, calculo, esmagada pela notícia, mas não perdeu tempo e escreveu a sua história num livro que acaba de ser lançado em Portugal: Companheira Silenciosa (ed. Presença).
O artigo da Visão era portanto sobre homossexuais que se casam com pessoas do sexo oposto e sobre o silêncio e a dilaceração que essas relações encerram. Contudo, no canto superior das páginas onde a peça vem escrita, surge: Sociedade - Sexo. O artigo tem muito pouco a ver com sexo e muito mais a ver com sociedades castradoras e impositoras de uma moral pacóvia e tacanha. Logo na terceira página surge uma fotografia de uma senhora de nariz bicudo com a seguinte citação: "A homossexualidade é um complexo, um transtorno da identidade sexual. É uma doença e tem recuperação".
Foto: © José Inácio Carvalho (Visão)
Trata-se de Margarida Cordo, psicóloga e terapeuta familiar que dirige o Serviço de Reabilitação da Casa de Saúde do Telhal, Instituto de São João de Deus. A Dr.ª Margarida Cordo dedica-se, entre outras coisas, a "recuperar" homossexuais. Fá-lo certamente inspirada nas posições do psicólogo holandês Gerard van den Aardweg. Van den Aardweg é um senhor que defende que a homossexualidade é uma neurose e, portanto, uma doença tratável. Quem fizer uma pesquisa na internet encontra com facilidade entrevistas imbecis dadas por esse senhor onde ele advoga que os homossexuais devem ter uma ajuda espiritual por parte da Igreja (já tardava esta palavra, não é?) e que precisam de ser ensinados a amar, para abandonarem de vez a sua conduta obscena e os seus comportamentos promíscuos e patológicos.A Dr.ª Margarida Cordo, acompanhou quatro casos de homossexuais que pretendiam "curar-se". Só dois continuam em "recuperação". Ela acrescenta que "o problema" pode ser superado em 30% dos casos, pelo recurso à terapia individual, coadjuvado, se necessário, pelo método dos 12 passos, usado nas dependências [esclarece-se que se entende por dependência neste caso a masturbação, as fantasias homoeróticas, etc.]. O parágrafo encerra dizendo: "A meta é conseguir a monogamia e o aprofundar de laços com o cônjuge". Nem Alexandra Teté diria melhor.
Tudo isto me faz lembrar as evangelistas americanas que têm programas de rádio para resolver os problemas morais da sociedade (debochada). Não estava habituado a ler patetices destas na Visão. Num país como a Suécia, algo deste género não seria publicado com este destaque. Senão, tentem substituir homossexualidade por outras palavras na citação da senhora. Ficaria: "O semitismo é um complexo, um transtorno moral. É uma doença e tem recuperação". Nem Hitler diria melhor.
Concluindo, e dominando um pouco o meu sarcasmo, interessa sublinhar a obsessão de propagar ideias destrutivas sobre os comportamentos sexuais que estas pessoas têm. Como de costume, vemos nestas pessoas mais do mesmo: o sexo é porco e debochado, os homossexuais são uns exibicionistas, o lobby gay é perigoso, os gays são infelizes e têm relações que não duram um fósforo, os gays deviam ser curados, etc. Van den Aardweg chega mesmo a afirmar que "a epidemia da SIDA poderia ter sido dominada em grande parte no Ocidente, se se tivesse considerado a promiscuidade entre homossexuais como algo patológico". Não sei muito bem o que é que ele sugere fazer-se em África, o continente mais afectado, ou o que pensa sobre a recente divulgação de dados que afirma que a transmissão do vírus HIV tem aumentado cada vez mais nas relações heterossexuais. A promiscuidade não é para todos, é só para alguns.
Espanta-me que, numa sociedade que se quer desenvolvida, se continue a promover desta forma encapotada o ódio. E não estou só a falar da homofobia. Isto é um convite à homogeneidade num mundo que parece não compreender a riqueza da diversidade, da tolerância e do respeito. Vivemos hoje no mundo da intolerância e só assim consigo entender estas baboseiras escritas numa revista como a Visão. Interessa combater tudo o que é diferente (comportamentos desviantes, como se diz por aí) e impor a ideia sacro-santa que alguma sociedade vincula: o casamento é monogâmico e heterossexual, o casamento é feliz e com filhos, o casamento é bom e para sempre. Tudo isto é profundamente reles.
Há certamente uma propaganda gay, mas que não tem menos direitos do que a propaganda homofóbica. O que não têm certamente são as mesmas armas. A propaganda homofóbica proclama-se moralmente superior, pura e feliz, com Jesus e os santos todos do seu lado. A outra propaganda não tem mais do que umas quantas pessoas homossexuais que têm que ter a todo o custo sucesso na vida para conseguirem não ser apedrejadas e que alguém as ouça. São eles, claro, que quase pedem o favor de existir e tentam fazer pressão para que algo mude. Os outros não existem. Alguns casam-se, têm filhos, recalcam tudo e vivem assim. Assim, quero dizer, a transbordar da felicidade conjugal heterossexual, essa felicidade que é a única possível, essa felicidade... tão infeliz.




26 comentários:
olá Gonçalo, parabéns pela tua reacção que li com grande agrado (por muito desagrado que Visão me provoque). Um abraço
uma maneira mais simples de não reparar na infelicidade da minha vida é ocupar-me com a vida dos outros, em especial aqueles que parecem ser felizes vivendo a vida que eu não consigo/sou permitido fazer (é tão enervante vê-los a sorrir) e tentar fazê-los tão infelizes como eu. alivia muito a dor existêncial:)
sAnta mArgarita, olhai por mim pecadora neurótica agora e na hora da hora H, amen.
E quem diria que esta Sra. é uma Dra. de renome, autora dos unicos manuais em português de reabilitaçáo psicossocial... que ao contrário deste texto, até são manuais bem estruturados e interessantes.
Mas não consigo deixar de sentir pena, tristeza, desilução e alguma revolta com a publicação este artigo...
Bem Visão... esperava mais de vocês...
Dra Margarida... não tenho palavras... para além de todas das teorias que falam sobre a sexualidade tiram-se assim conclusões e colocam-se assim em publico baseado na experiência com 4 casos?!?!...
essa drª psicologa deve ser fufa.
Por favor: o Gonçalo ou alguém me disponibilize um contacto de e-mail da Visão. Obrigado.
O e-mail para o qual os leitores podem contactar a revista Visão é: visao@edimpresa.pt
È realmente impressionante o que acontece neste País ! Enfim.. em relação á Srª Drª, penso que não deve ser ofendida pelas pessoas que aqui deixam os seus comentários. Apesar da sua ideia tresloucada 'em tratar' homossexuais merece respeito. Sejam civilizados e respeitem as pessoas ! Alguns de vocêsdevem pensar que o Mundo seria perfeito se todos os homens do planeta fossem homossexuais, digo isto por ser bem conhecedora da comunidade gay. Se não aceitam a 'postura' da Srª Drª parta quê ofendê-la ? Afinal de contas vivemos numa sociadeda pluralista, democrática e laica. Eu também não aceito de forma nenhuma a 'tese' da Srª Drª. Mas francamente...haja respeito. "Não digas aos outros aquilo que não queres que te digam a ti" . Eva
Sinceramente, não me espanta o discurso da senhora.É vulgar, penso. O que me incomoda é que tenham publicado um artigo destes em pleno Séc. XXI...Damn, que isto vai de mal a pior.
AH, e a visão perdeu um leitor!
Mau... querem lá ver que afinal no Inferno é que reina a igualdade?
Aqui tratamos todas as almas igulmente mal!
beijo d'enxofre
Também fiquei absolutamente chocada com o comentário da Dra. Margarida e publiquei o assunto no meu blog pessoal. Agradeço as informações sobre o curriculum da dita senhora e parabéns pelo blog. Está muito interessante!
Manuela Luís Cameirão
umpoucomaisdesol.blogspot.com
Palavras para quê... já não tenho paciência para perder tempo com este tipo de campanhas... Entristece-me que nem todos queiram apanhar o comboio da mudança; que resistam em agarrar-se a bandeiras de estereotipos mortos. Surpreende-me apenas que ainda sejam publicados estes artigos sem qualquer tipo de sanção posterior. Afinal de contas onde começa a campanha homofóbica?
Gostei muito de ler este texto Gon�alo! H� que denunciar estas situa�es!
Bem a verdade é que não me espanta nada este artigo, cada vez mais a comunicação social vem perdendo o título e a pose. Não pelo assunto em si, que não me choca minímamente. Como alguém disse também temos de respeitar a opinião da Sra Dra. O que me choca realmente a sério é que algumas pessoas que concordam com esta senhora, durante a noite ou por vezes durante o dia, cospem sentenças sobre a vida dos outros e depois fazem coisas piores, como roubarem, mentirem, espancarem mas eles são o esteriotipo por isso não tem nada a temer. O problema é sermos governados por este cinismo. E não falo da homossexualidade pois já é um cliché, basta andarmos nas ruas e muitas vezes vimos que as pessoas já pensam de outra maneira. A forma de acabar com esta situação deploravel que é o cinismo neste país é pela via da educação pluralista, cívica e que sirva para alguma coisa, até lá não me esgotem a paciência. Ah gostava de dizer à Sra D. Eva que se ela conhecesse bem a comunidade homossexual saberia que é dotada de ironia...
Adoro a sua maneira de escrever, sr dr ... Um abraço e continua tão bem como tens estado.
Parabens pelo texto.
Quanto a Sra Dra, lamento muito. Espero que esteja melhor.
Para quem ainda não teve oportunidade/conhecimento, pode ver a sátira deixada por Bruno Nogueira na crónica semanal "Os Incorrigíveis".
Muito bem conseguido :)
http://pftv.sapo.pt/16/20/?v=QmBjg9SCzz1LGeKdKUZp
Por muito que discorde da senhora em questão prefiro viver numa sociedade que permita que esta senhora escreva qualquer barbaridade (e aqui está um juízo de valor) e que permita na semana seguinte na mesma revista que se escreva precisamente o contrário.
A liberdade de expressão tem destas coisas e desde que não se apele à destruição ou perseguição penso que não é por a dita senhora ser como é que o resto da sociedade terá de ir pelo mesmo caminho. Proibir esta senhora de dizer o que bem entender é voltar ao tempo de outra senhora mais velha que piores memórias invoca.
''A homossexualidade é uma doença''
Não serão eles mais doentes por viverem obsecados em ter que mostrra que a homossexualidade não é algo normal.
A igreja dita as regras, e é pena que assim o seja, nos tempos que decorrem.
Embora seja bissexual, custa-me muito dizer que sou. Ainda não me aceitei. Tenho 20 anos, e desde há uns 8 ou 9 anos que ando numa luta interna, que nunca consegui cair pa nenhum lado. Tenho feito tudo sozinho. Desde há uns 3 meses deixei de estar sozinho - a minha irma tem-me ajudado imenso e, outra pessoa (que nao vou dizer qem é porque poderiam dizer que falo assim por influências dele)também me tem ajudado imenso.
Sempre disse, "pra mim éuma curte de momento que nao tem significado nenhum senão satisfação carnal", e disse também, "Nunca vou gostar de um rapaz", e para terminar, dizia "Namorar? Nunca!".
Há um mês conheci um rapaz que virou a minha visão por completo. Fez-me ver que eu vivia a minha vida ao contrário, numa luxúria extrema, e que só me fazia mal a cabeça. Desde ai, embora não tenha avançado nada, mudei a minha maneira de agir, de pensar e de me aceitar. Não consigo ser de outra maneira. Embora o gosto por raparigas seja grande, e já namorei com algumas, esta paixão que tive foi bastante forte, que me baralhou o sistema emocional, funcional todo.
Que há muitas pessoas que acham que ser homossexual nao é doença, há. Mas felizmente também há quem ache que seja, assim como a psicóloga Margarida Cordo e, felizmente, eu tambem acho.
Ser Homossexual é um desvio da Natureza, assim como acontece com os defecientes, é um erro da Natureza. TUDO ERRA. Se não fosse um erro, para que haveria o homem e a mulher. Se fosse tudo igual, haveria uma só especie.
Nós somos animais, e como animais que somos, existimos pa procriar e para sobreviver, tudo o resto é fruto da capacidade do pensar.
Agora, que não se deve discriminar, que se deve aceitar, acho que sim. Mas não se deve fazer como algumas "bichas loucas" fazem para chamar a atenção e, dizer que é normalissimo o homem ter comportamentos de mulher - NÃO É!
Não se iludam. É uma doença, temos que viver com ela e as pessoas não devem discriminar.
Por último, há cura? Não faço ideia, mas se ficar parado sem tentar, é que vou cair no abismo e não saio do mesmo. Tenho um sonho, casar e tenho muitos filhos e viver rodeado de família, como sempre vivi, e não quero morrer frustrado a pensar que nunca realizei esse sonho.
Mas também digo que se me aperceber que nao ha remedio, que nao vou gostar de mulheres( que gosto) que nao consigo deixar de gostar/estar com homens, é obvio que nao me vou casar e muito menos vou ter filhos, porque sofreria eu, e pior, sofreria a minha familia toda! Morreria mais frustrado ainda! E o que acontecia? O sonho de estar rodeado de uma grande família construida por mim e já realizada pelos pais, avós e bisavós, ia por "água a baixo".
Desculpem o desabafo.
Uma mensagem aos que vão aos chats: LARGUEM ESSA TRETA. Só faz mal à cabeça.
Cumprimentos
J.C-B.
quero ver se aprova este que aceita a teoria da psicologa e é contra o blog!
Longe de mim rejeitar comentários só porque não partilham a mesma opinião. Não gosto da ideia de silenciar as pessoas. O comentário não é contra o blog nem contra coisa nenhuma já que não se trata de uma guerra. É uma opinião que tenho todo o gosto em publicar. G.
Doença (do latim dolencia = padecimento) é o estado resultante da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo. O dano patológico pode ser estrutural ou funcional.
O médico faz a anamnése e examina o paciente a procura de sinais e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exames complementares conforme suas hipóteses diagnósticas, visando chegar a um diagnóstico. O passo seguinte é indicar um tratamento. in wikipedia
Creio que considerar a homosexualidade uma doença, sendo essa pessoa homosexual, esta na cabeça de cada um e o modo como encaram a sua propria sexualidade. Apenas te consideras doente porque a sociedade nao o aceita como natural e consequentemente a ti.
Por outro lado, pode-se falar em doença quando nao se consegue regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável, sobretudo a nivel psicologico. E creio que isso é o que esta a acontecer contigo J.C-B
Quanto aos chats, apenas são maus se conhecermos passoas más e se nos formos facilmente influenciaveis. E tudo na vida que é em exagero é mau.
Creio que tiveste uma ma experiencia e isso esta a afectar o modo como encaras a tua homosexualidade.
Abraço e bom ano de 2008
Isto tem muita piada!
Então não existe doenças, visto que é uma coisa própria da pessoa, e só é doença porque a sociedade assim o encara!
Um atrasado mental não é doente, é só atrasado mental. Um maluco não é doente, ele é assim, está dentro dele, da sua personalidade, temos de aceitar, claro, mas não é doença!
Por favor...
saudações
E então por que nao consideras a heterosexualidade uma doença?
Sabes a quando tempo o termo doença deixou de ser aplicado a homosexualidade? E não foi assim estabelecido pelo Manel lá da tasca. Mas estou a ver que o entendido aqui és tu...
Que não gostes ou nao queiras enfrentar os teus problemas é uma coisa, mas teres pena de ti proprio e consideras-te doente... é lamentavel.
olá a todos.
É obvio que não considero a heterosexualidade uma doença. O homem e a mulher foram criados pa procriar, e para se amarem um ao outro. Se não, como tinha dito na minha primeira intervenção, não haveria duas espécies, o homem e a mulher.
Quanto ao enfrentar ou deixar de enfrentar, podes crer que enfrento, se nao não estava a escrever este mail.
E digo-te, considerar-me doente não é lamentável, mas sim ser lúcido, ou seja, conseguir ver o que sou. Embora não goste, eu aceito-me como sou, não tenho outro remédio.
Eu, felismente, não sou nada abichanado nem amaricado. E pergunto-te se os homens que são, são normais? A mim custa-me acreditar que sejam. Mas o entendido es tu, por isso, é normal um macho comportar-se como uma fémea!
Não te esqueças que acima de tudo somos animais.
Com os melhores cumprimentos
J.C-B.
um ano depois, espero ainda vir a tempo de fazer um pequeno comentario...:D
realmente, qnd somos pessoas com 20aninhos, torna-se chato termos algumas ideias definidas.. mas espero q um ano depois, o j.c-b. esteja com as ideias metidas no lugar..
espero q a palara "diferença" venha a ser mais aceite pela sociedade, de ano para ano..
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