Vista nocturna de Salzburgo - © Gonçalo Figueiredo Augusto, 2011
Foi há tanto tempo! Salzburgo é uma daquelas cidade que por pouco tempo que se esteja lá, nos deixa uma marca. Não que seja ela uma cidade esmagadora, cheia de vida, cheia de coisas para fazer, mas exactamente pelo contrário, pela calma plácida, pelos edifícios sempre belos que estavam lá há oito anos e lá continuam e lá continuarão...
Salzburgo tem esse lado de casa de bonecas que evoca a nossa infância, uma cidade em diálogo com as montanhas, torres que se erguem, Mozarts de cartão por todo o lado, memórias de um filme dos anos 60 aqui e ali, uma Julie Andrews de avental, ela eterna num campo verde, Salzburgo eterna graças a isso também, graças ao filho genial que detestava a cidade e se mudou para Viena, apenas para se transformar em bombons com pistaccio. Mozart vende Salzburgo melhor do que ninguém. No Verão há o Festival que pára a cidade. No Inverno há a neve a cobrir os telhados.
A viagem demora duas horas de comboio a partir de Munique e vale a pena saborear a paisagem pelo caminho. Tal como vale a pena experimentar fatias de bolos, mélanges, Stiegl (a cerveja local) e todo esse encanto snob da cidade. A neve dá-lhe uma graça especial. A noite cai depressa. As luzes tornam a atmosfera especial, sem que eu saiba explicar porquê. Salzburgo lá está. Esperou oito anos pelo meu regresso e sei que esperaria bem mais, se fosse preciso. Até qualquer dia!
O rio Salzach - © Gonçalo Figueiredo Augusto, 2011
A casa onde W.A. Mozart nasceu, em 27 de Janeiro de 1756 - © Gonçalo Figueiredo Augusto, 2011

A Catedral, dedicada a S. Rupert e S. Virgílio - © Gonçalo Figueiredo Augusto, 2011



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